O que aprendemos com a oferta de Abel?

 


“...e atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta”.

(Gênesis 4.4)

A Bíblia fala sobre Abel, enfatizando que o Senhor aceitou a sua oferta, que consistia em um animal (cordeiro) dos primogênitos de suas ovelhas – Abel era pastor de ovelhas - em detrimento da de Caim, que consistia em produtos da terra – Caim era agricultor - (Gênesis 4.3,4). Neste post, mostramos três lições que aprendemos com esse evento bíblico.

1. A oferta de Abel estava em harmonia com a vontade de Deus para o ser humano, pois ela apontava para a morte vicária de Cristo, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1.29). Como sabemos, na época de Abel o pecado já estava presente no mundo, habitando o coração do ser humano e o colocando na condição de pecador diante de Deus. No entanto, a promessa de um Salvador para a humanidade já havia sido feita por Deus no Éden, quando disse à serpente: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gênesis 3.15). Assim, a oferta de Abel se harmonizava com a vontade de Deus no que concerne à salvação do ser humano, sendo por isso aceita por ele.

2. A oferta de Abel, por estar em harmonia com a vontade de Deus, isto é, por apontar para Cristo e sua morte na cruz, nos faz compreender que Deus nos aceita em Cristo. O texto sagrado nos ensina que Deus nos aceita não em função de nossos méritos, mas em razão dos méritos de Cristo, em quem temos crido. Em Jesus, Deus nos abençoou com todas as bênçãos espirituais e nos colocou na posição de filhos (Efésios 1.3,5). Dessa forma, a oferta de Abel nos faz compreender que somos aceitos por Deus quando cremos em Jesus.

3. A oferta de Abel nos faz compreender a supremacia de Cristo e a importância de sua morte em nosso favor. O texto sagrado salienta que o sangue que Jesus derramou na cruz do Calvário pode nos purificar, gerando em nós salvação e acrescenta: “Sem derramamento de sangue não há remissão” (Hebreus 9.22). Por sua morte vicária, Jesus tornou-se Mediador de uma nova aliança entre Deus e o ser humano (Hebreus 9.15), o que nos faz compreender que o caminho para a comunhão com Deus e para a vida eterna passa obrigatoriamente por Cristo (João 14.6). Sendo assim, a oferta de Abel revela a supremacia de Jesus nas coisas concernentes à salvação do ser humano e na sua comunhão com Deus, mostrando a importância de sua morte para a concretização dessas coisas.

Portanto, a oferta de Abel, sendo uma expressão de fé (Hebreus 11.4), nos faz ver o grande amor de Deus para com a humanidade, pois ela revela o plano divino para a salvação do ser humano, plano esse que atinge o seu ápice na pessoa de Jesus, que morreu em nosso lugar para tornar possível a nossa comunhão com Deus e nos garantir a vida eterna (João 3.16). A Bíblia ainda fala!

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