O que aprendemos com a oferta de Abraão?

 


“Toma agora o seu filho, o seu único filho, Isaque, a quem você ama, e vá à terra de Moriá, e ofereça-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu lhe direi”

(Gênesis 22.2)

A Bíblia fala sobre Abraão. Em Gênesis 22, lemos a narrativa bíblica na qual Deus pede a Abraão que ofereça seu filho Isaque em sacrifício. Quando o patriarca estava prestes a sacrificar o seu filho, Deus impede o sacrifício e providencia um carneiro. Neste post, apresentamos cinco lições que extraímos desse evento bíblico.

1. A oferta de Abraão nos ensina que Deus prova a nossa fé e confiança nele. O texto sagrado diz: “Depois dessas coisas, Deus pôs Abraão à prova” (Gênesis 22.1). Deus colocou Abraão à prova para revelar a profundidade de sua fé e confiança no Senhor (Hebreus 11.19). Isso nos faz compreender que, muitas vezes, a fé não pode ser apenas declarada, mas demonstrada em momentos difíceis. Assim, a fé genuína permanece firme mesmo quando não entendemos totalmente os planos de Deus para a nossa vida.

2. A oferta de Abraão nos ensina que devemos estar prontos para obedecermos a Deus em tudo, ainda que sua exigência vá de encontro aos nossos interesses. O texto sagrado afirma que, ao ser chamado por Deus, Abraão respondeu ao Senhor: “Eis-me aqui!” (Gênesis 22.1). Ou seja, Abraão obedeceu prontamente à ordem de Deus, mesmo sendo algo extremamente difícil. Sendo assim, compreendemos que a obediência a Deus deve vir antes de nossos sentimentos, planos ou compreensões pessoais.

3. A oferta de Abraão nos ensina que Deus é o Deus da provisão - Jeová-Jiré – e ele já proveu a nossa salvação em Cristo. Quando Abraão estava prestes a sacrificar Isaque, Deus providenciou um carneiro para o sacrifício: “Abraão ergueu os olhos e viu atrás de si um carneiro preso pelos chifres entre os arbustos. Abraão pegou o carneiro e o ofereceu em holocausto, em lugar de seu filho” (Gênesis 22.13). Sobre esse evento, Jesus falou para os religiosos de sua época: “Abraão, o pai de vocês, alegrou-se por ver o meu dia; e ele viu esse dia e ficou alegre” (João 8.56). Dessa forma, compreendemos que Deus vê as nossas necessidades espirituais também; e provê no momento não somente o que é material para os seus filhos, mas também o espiritual. Glória a Deus eternamente!

4. A oferta de Abraão nos ensina que nada deve ocupar o lugar de Deus em nosso coração. A Palavra enfatiza: “Pegue o seu filho, seu único filho, Isaque, a quem você ama, e vá à terra de Moriá. Ali, ofereça-o em holocausto...” (Gênesis 22.2). No Velho Testamento, o sacrifício por “holocausto” implicaria numa entrega total do animal oferecido, isto é, o ofertante não teria direito de comer parte dele. Isaque era o filho da promessa e extremamente amado por Abraão. Mesmo assim, Abraão demonstrou que Deus era mais importante que qualquer coisa ou pessoa! Sendo assim, aprendemos que Deus – e somente ele - deve ocupar o primeiro lugar em nossa vida (Marcos 12.30)

5. A oferta de Abraão nos ensina que Deus confirma as suas promessas sobre as nossas vidas quando nos dispomos a fazer a sua vontade, assim como aconteceu com o patriarca Abraão: “que certamente o abençoarei e multiplicarei a sua descendência...” (Gênesis 22.7). Logo, quando confiamos em Cristo e vivemos dentro de sua vontade, temos nele o “sim” para todas as promessas de Deus para o seu povo (2 Coríntio 1.20)

Portanto, esse evento bíblico nos fala sobre fé, obediência, confiança na provisão divina, prioridade de Deus em nossas vidas e a fidelidade de Deus em cumprir suas promessas presentes em sua Palavra e destinadas ao seu povo, a igreja. Com isso, fica evidente que o Deus Criador não está interessado em sacrifícios humanos, como as divindades do antigo oriente estavam. Quando compreendemos isso, fica claro que a graça do Senhor é abundante em nossa vida. A Bíblia ainda fala!

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