“O
ouro e a prata particulares que tenho dou para o templo de meu Deus”
(1
Crônicas 29.3)
A
Bíblia fala sobre a oferta de Davi. O primeiro livro de Crônicas 29 descreve um momento marcante no qual o rei Davi reuniu
o povo e os líderes de Israel para contribuir voluntariamente na preparação da
construção de um templo, que seria construído por seu filho Salomão. O capítulo
fala sobre ofertas voluntárias, louvor a Deus e a transferência de liderança. Neste
post, extraímos três lições espirituais relevantes para os dias atuais.
1. As
ofertas do povo de Deus devem ter um objetivo bem específico: “E deram para o serviço da Casa de Deus...” (1
Crônicas 29.7). Em outras palavras, o crente deve saber ‘para que’ está
ofertando em sua igreja, e esse esclarecimento deve vir das lideranças que
devem tornar conhecidas da comunidade cristã as despesas e compromissos que a
igreja tem no seu dia a dia, tanto relativos ao funcionamento do templo, como
também em relação a salários de lideranças, gastos com obras sociais, evangelização,
missões, aquisições, etc. Assim, fugir a esse princípio bíblico abre margem para
desmotivação e suspeitas, gerando desconfiança no seio da comunidade cristã.
Lembremo-nos de que esse mesmo princípio era praticado pelos crentes do
primeiro século (Atos 4.32-37; 1 Coríntio 8.1-4).
2. As
ofertas do povo de Deus têm um caráter voluntário e deve ser uma expressão de
alegria por parte de quem contribui, e não um fardo pesado, gerador de
tristezas: “O povo se alegrou com tudo o que se fez
voluntariamente, porque de coração íntegro fizeram ofertas voluntárias ao
Senhor” (1 Crônicas 29.9). O caráter voluntário das ofertas proíbe qualquer
liderança de estabelecer um valor para as contribuições, visto que o
contribuinte deve ofertar como propôs em seu coração, sabendo que “Deus ama a quem dar com alegria” (2 Coríntios 9.7). Do mesmo modo, quem, por algum
motivo, não contribui, não pode ser julgado ou condenado pelos demais, mas
incentivado a contribuir como demonstração da graça de Deus, por sermos
administradores dos recursos que ele nos deu. Sendo assim, a contribuição voluntária
deve ser uma expressão de um coração alegra e grato ao Senhor, por compreender
que tudo que temos vem dele e que devemos estar prontos para lhe servir (1 Crônicas 29.11,12).
3. As
ofertas do povo de Deus devem ser destinadas ao serviço da obra de Deus, como
já dissemos acima (1 Crônicas 29.7) e
promover a sua glória. Nenhuma liderança deve usá-las para fins pessoais ou
outro que não seja a promoção do reino. Infelizmente, o que presenciamos atualmente
são lideranças que fazem uso da contribuição do povo de Deus para fins pessoais
e ostentação: compra de jato particular, roupas e relógios de luxo, uso de
carro brindado, aquisição de mansões e fazendas que, geralmente, estão em nome
de familiares para não serem notados. Dessa forma, essa conduta mesquinha e
avarenta presente no modus vivendi de muitos líderes da
atualidade vai de encontro aos princípios bíblicos e é uma afronta ao Senhor,
a quem um dia eles irão prestar contas de sua conduta avarenta: “E por avareza farão de vós negócio com palavras
fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua
perdição não dormita” (2 Pedro 2.3).
Portanto,
esse evento bíblico nos faz compreender que ofertar para a obra de Deus é um
privilégio enorme, e que tal atitude deve ser movida por amor, alegria e
voluntariedade. As lideranças, por sua vez, devem administras as contribuições
de forma honrosa, promovendo a glória de Deus, não suas vidas pessoais ou de
seus familiares. A Bíblia ainda fala!