“Escrevo a vocês que não se associem com
alguém que, dizendo-se irmão, for devasso, avarento, idólatra, maldizente,
bêbado ou ladrão”
(1
Coríntios 5.11)
A
Bíblia fala sobre a vida cristã, enfatizando que ela deve ser vivida em
santidade e no temor do Senhor. No entanto, é muito comum nos dias atuais
vermos pessoas que se dizem crentes, frequentadoras assíduas de alguma igreja
evangélica, viverem fora dos padrões da Palavra de Deus. Isso ocorre porque, no
contexto brasileiro, ser “evangélico” tornou-se moda, graças à teologia bíblica
de algumas igrejas evangélicas – principalmente as neopentecostais - que visam apenas
ao lucro pecuniário, desprezando totalmente a correção e a disciplina bíblica
que devem acompanhar a vida cristã. Neste post, com base no texto
bíblico supracitado, apresentamos três motivos pelos quais devemos evitar
certos crentes.
1. A
vida cristã deve ser vivida em santidade: “Assim
como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que
fizerem, porque está escrito: Sejam santos, porque eu sou santo" (1 Pedro 1.15,16). A igreja não é apenas
um grupo de pessoas religiosas, mas o corpo de Cristo e o templo do Espírito
Santo. Quando alguém insiste no pecado e continua sendo tratado como se
estivesse em plena comunhão com o Senhor, transmite a ideia de que Deus aprova
o que, de fato, ele condena. Assim, a comunhão da igreja precisa refletir o
caráter do Senhor, razão por que a comunhão com esses crentes deve ser
rejeitada.
2. As
práticas descritas no texto bíblico são incompatíveis com o Reino de Deus: “dizendo-se irmão, for devasso, avarento, idólatra,
maldizente, bêbado ou ladrão” (1 Coríntios 5.11). A lista não é exaustiva, mas representativa de uma
vida cristã que não se identifica com os valores do Reino. O devasso vive na
prática de pecados sexuais, cometendo toda impureza. Por isso não entrará no
Reino de Deus (1 Coríntios 6.9); o avarento
ama mais o dinheiro do que a Deus, vivendo em constante perigo espiritual (1 Timóteo 6.10); o idólatra coloca qualquer coisa
acima de Deus, sem compreender que Deus deve ser amado acima de tudo (Mateus 22.37); o maldizente destrói facilmente a
reputação de uma pessoa com a sua língua, vivendo sem nenhum temor de Deus (Salmos 112.1); o bêbado se deixa dominar pelo alcoolismo,
vivendo sem domínio próprio (Efésios 5.18);
o ladrão vive em constante desonestidade, se apropriando do que não é seu (Efésios 4.28). Sendo assim, permanecer nessas
práticas como estilo de vida, sem arrependimento, não é agradável aos olhos de
Deus e, por isso, desqualifica o cristão a entrar no seu Reino.
3. Se
toleradas, essas práticas contaminam a igreja: “Por
acaso vocês não sabem que um pouco de fermento leveda a massa toda?” (1
Coríntios 5.6). Na Bíblia, o fermento frequentemente simboliza a influência que
se espalha e contamina. Um pecado tolerado produz efeitos devastadores: normaliza
o erro, endurece o coração, enfraquece a consciência da igreja, escandaliza os
novos convertidos e destrói o testemunho da igreja perante o mundo. Sendo
assim, a disciplina é essencial e visa a proteger toda a comunidade verdadeiramente cristã.
Concluindo,
compreendemos que o texto sagrado não está nos ensinando a viver a vida cristã
em isolamento social, nem está incentivando o orgulho espiritual. Pelo
contrário, ele nos ensina que a comunhão da igreja é santa e que, quem insiste
em viver segundo os padrões do mundo, enquanto afirma pertencer a Cristo,
coloca-se em contradição com o evangelho. Portanto, interromper a comunhão com
um crente que vive a vida cristã de forma desordenada deve visar ao seu
arrependimento e promover a glória do nome do Senhor Jesus Cristo. A Bíblia
ainda fala!