“Se alguém deseja o episcopado, excelente
obra almeja”
(1 Timóteo 3.1)
A
Bíblia fala sobre o ministério pastoral, enfatizando alguns aspectos que devem
nortear a vida e as ações de um pastor. Por exemplo, a Bíblia ensina sobre as
qualificações que devem preceder o ministério pastoral, quando diz: “É necessário, pois, que o bispo [pastor] seja
irrepreensível, esposo de uma só mulher, moderado, sensato, modesto,
hospitaleiro, apto para ensinar...” (1 Timóteo 3.1,2). Ela também ensina
que aqueles que se dedicam ao ministério pastoral devem ser sustentados pela
igreja (1 Coríntios 9.14; 1 Timóteo 5.17-18).
No entanto, a Bíblia também enfatiza as questões que fazem do ministério
pastoral um meio de sobrevivência. Isso ocorre quando o pastor deixa de servir
a Deus e às pessoas e passa a usar o ministério prioritariamente para benefício
próprio. Neste post, mostramos três
fatores que fazem do ministério pastoral um meio de sobrevivência.
1. O
ministério pastoral torna-se um meio de sobrevivência quando o pastor não
aceita a palavra de Deus como autoridade máxima para a sua vida e a vida da
igreja: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e
útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na
justiça, a fim de que o servo de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado
para toda boa obra” (2 Timóteo 3.16-17). Nesse texto, a Bíblia apresenta
as Escrituras como referência para o ensino e a correção, sendo ela a
autoridade máxima para vida da igreja e do ministério pastoral. Assim, o
ministério pastoral perde seu fundamento quando a mensagem pregada é
substituída por opiniões pessoais, tradições humanas ou interesses particulares
que deixam de lado a vontade de Deus expressa em sua Palavra.
2. O
ministério pastoral torna-se um meio de sobrevivência quando o pastor procura
agradar pessoas para não sofrer prejuízos financeiros: “Por
acaso eu procuro, agora, o favor das pessoas ou o favor de Deus? Ou procuro
agradar pessoas? Se ainda estivesse procurando agradar pessoas, eu não seria
servo de Cristo” (Gálatas 1.10). Nesse texto, o apóstolo Paulo deixa
claro que o líder cristão é chamado a agradar a Deus acima dos homens. Sendo
assim, quando a preocupação com a manutenção da renda ou da posição eclesiástica
leva o pastor a omitir verdades bíblicas ou adaptar a mensagem do evangelho para
agradar ao público, o ministério pastoral corre o risco de se tornar dependente
de interesses econômicos, levando o pastor a se afastar das verdades divinas.
3. O
ministério pastoral torna-se um meio de sobrevivência quando o pastor passa a
ver os membros de sua igreja como objeto de negócio: “Que
pastoreiem o rebanho de Deus que há entre vocês, não por obrigação, mas
espontaneamente, como Deus quer; não por ganância, mas de boa vontade” (1
Pedro 5.2). Nesse texto, a Bíblia deixa claro que a função pastoral é cuidar do
rebanho com amor e serviço, não explorar as pessoas para obter ganhos
materiais. Sendo assim, Deus condena líderes que agem por ganância e utilizam a
fé para lucro pessoal, fazendo do rebanho de Deus uma fonte de lucro.
Concluindo,
o ministério pastoral torna-se um mero meio de sobrevivência quando a busca por
segurança financeira, reconhecimento ou benefícios pessoais passa a ocupar o
lugar da fidelidade a Deus e do cuidado com o rebanho. O verdadeiro pastor
serve por vocação e amor, ainda que receba legitimamente o sustento necessário
para exercer seu chamado. Portanto, o simples fato de um pastor viver
financeiramente do ministério não significa que ele transformou o ministério em
um meio de sobrevivência no sentido negativo. A questão central está na
motivação: servir a Deus e às pessoas, ou usar o ministério prioritariamente
para benefício próprio? A Bíblia ainda fala!