“Também
muitos dos que haviam praticado magia, reunindo os seus livros, os queimaram
diante de todos”
(Atos
19.19)
A
Bíblia fala que Deus proíbe práticas ocultistas, algo comum no contexto do
Velho e do Novo Testamento. O texto Sagrado afirma: “Que
não exista entre vocês ninguém... que seja adivinho, prognosticador, agoureiro,
feiticeiro, encantador, necromante, praticante de magia, ou alguém que consulte
os mortos” (Deuteronômio 18.10,11). Essa proibição não é arbitrária, mas
tem motivos espirituais, morais e relacionais bem claros no contexto das
Escrituras e da comunhão com Deus. Neste post, apresentamos cinco razões
que justificam essa proibição bíblica.
1.
Deus proíbe o ocultismo porque desvia a confiança em Deus, o único que pode
cuidar de nós no presente e no futuro, como salienta o texto Sagrado: “O Senhor é o meu pastor e nada me faltará” (Salmos
23.1). Dessa forma, ao recorrer a essas práticas ocultistas, o ser humano deixa
de confiar no Senhor como fonte de orientação e segurança, afastando-se dele e
passando a confiar em mentiras criadas por homens sob a inspiração do Diabo,
que é o pai da mentira (João 8.44).
2.
Deus proíbe o ocultismo porque, no contexto bíblico, envolve práticas enganosas
que induzem as pessoas ao engano e ao erro espiritual, acreditando que estão
vivenciando uma experiência espiritual divina, mas que não vem de Deus, nem
tampouco tem a sua permissão, como fica evidente no texto bíblico de Atos 8.9-11. Com isso, fica claro que as práticas
ocultistas contribuem fortemente para que as pessoas caiam no engano do Diabo e
se afastem de Deus.
3.
Deus proíbe o ocultismo porque inviabiliza o relacionamento correto com Deus, que
deseja que o indivíduo se relacione com ele com base na fé e na obediência à
sua Palavra, que é “lâmpada para os pés e luz para
o caminho” (Salmos 119.105), não em tentativas humanas de manipulação do
futuro ou do mundo espiritual. Desse modo, podemos compreender que as práticas
ocultistas afastam o ser humano de Deus e o leva a acreditar que ele, isto é, o
homem, está no centro de tudo, podendo controlar o mundo espiritual criado e
controlado por Deus.
4.
Deus proíbe o ocultismo porque, embora tenha uma aparência de liberdade,
escraviza as pessoas que dele participam, deixando-as à mercê de influências de
espíritos malignos, que a todo tempo procuram se apossar da mente e do corpo
das pessoas espiritualmente vulneráveis, como lemos no texto bíblico de Lucas 8.27-30. Sendo assim, podemos deduzir que
todo envolvimento com o ocultismo significa envolvimento com os espíritos maus
e, por consequência, escravidão espiritual.
5.
Deus proíbe o ocultismo porque orienta as pessoas erroneamente, fazendo-as
acreditarem que estão ouvindo a Deus e sendo por ele orientados quando, na
verdade, não estão. No entanto, Deus não deixa o seu povo sem orientação: lemos
que logo após proibir as práticas ocultistas, o texto bíblico afirma que Deus
levantará um Profeta que falará em seu nome (Deuteronômio
18.15). Por essa razão, acreditamos que Deus hoje nos fala por
intermédio do seu Filho Jesus (Marcos 9.7; Hebreus
1.1), que é o tema central das Sagradas Escrituras, não por meio de
práticas ocultas.
Em
suma, Deus proíbe as práticas ocultistas porque elas afastam as pessoas
dele, enganam espiritualmente, substituem a fé por controle pessoal e corrompem
a vida moral e espiritual delas. A proibição é, portanto, um ato de proteção de
Deus e um convite a confiar somente nele como guia e Senhor da vida presente e
futura. A Bíblia ainda fala!