“Assim
como surgiram falsos profetas no meio do povo, também haverá falsos mestres
entre vocês”
(2
Pedro 2.1)
A
Bíblia fala sobre os falsos profetas, mostrando que eles estão no meio do povo
de Deus, de modo que o maior perigo existente para a igreja do Senhor Jesus não
vem de fora dela como, por exemplo, de um discurso midiático ou de alguém que
se declara ateu e ataca a igreja, mas do próprio meio cristão. Neste post,
com base no texto bíblico supracitado, apresentamos três características comuns
aos falsos profetas da atualidade.
1. Os
falsos profetas estão no meio do povo de Deus, se autopromovendo para ganhar a
atenção e a confiança dos crentes em Cristo: “também
haverá falsos mestres entre vocês” (2 Pedro 2.1). Estando no nosso meio,
eles preferencialmente gostam do título de “bispo”, “apóstolo”, “doutor”.
Alguns deles até aceitam o título de “pastor”, contanto que tenham em um de
seus dedos um distinto anel que, simbolicamente, os diferenciem dos demais
pastores. Têm discurso atrativo, retórica impecável, metodologia “infalível”
para promover o crescimento numérico de seus seguidores que, cegamente, os
admiram e os aplaudem, e até os defendem por acreditarem que são verdadeiros
homens de Deus. Estão nos púlpitos, nos meios de comunicação, nas redes sociais.
No entanto, para Deus, são homens falsos, falsos ministros ou, como sugere a
Palavra supracitada, falsos mestres, dos
quais devemos nos precaver para não sermos enredados por seus falsos ensinos.
2. Os
falsos profetas promovem o falso evangelho como forma de agradar e atrair os
ouvintes para o seu redil: “Eles introduzirão
heresias destruidoras” (2 Pedro 2.1). Essas heresias são destruidoras
não por que afetam as pessoas no seu corpo físico, mas afetam a sua alma e, por
consequência, o futuro eterno delas. O evangelho dos falsos profetas está
embrulhado em papel presente de autoajuda: fala de conquistas, vida vitoriosa,
bens matérias abundantes, prosperidade. As verdades bíblicas que confrontam o
ser humano ou são rejeitadas ou são adaptadas a novas realidades, de modo que
as pessoas possam viver a vida cristã de seu jeito, sem se incomodarem. Os cultos
são variados e atrativos: falam de Deus, apelam para o emocional, com canções
bonitas e atraentes. Tudo isso visando à exploração das pessoas e ao lucro.
3. Os
falsos profetas têm um objetivo em comum: explorar as pessoas que, por
desconhecerem as advertências bíblicas, acreditam em suas falácias: “Movidos por avareza, eles explorarão vocês com palavras
fictícias” (2 Pedro 2.3). Essa exploração se apresenta de duas formas:
pecuniária e política. A primeira nos faz ver a ganâncias desses falsos profetas
que, a todo instante, procuram tirar dinheiro das pessoas com falsas promessas
de cura e/ou prosperidade, prometendo coisas que Deus não prometeu. Para
atingir seu propósito, fazem uso de determinados textos bíblicos que são
adaptados ao seu gosto e ao gosto de seus ouvintes. Já a segunda nos faz ver a audácia
e sabedoria que caracterizam esses homens: eles têm ambições políticas e de
poder e, com palavras fictícias, como diz o
texto sagrado acima, procuram persuadir as pessoas a abraçarem seus projetos e
os concretizarem. A Teologia do Domínio – que abarca essas ideias de domínio e
poder político no seio da igreja - passa a ter espaço em seu discurso, em suas
mensagens e nos eventos de suas igrejas para atrair os fiéis, que passam a
acreditar que, abraçando essas ideias, estarão servindo a Deus e aos seu reino.
Por
fim, vale salientar aqui três coisas: Uma é que muitas pessoas seguirão esses profetas:
“E muitos seguirão as suas práticas libertinas”
(2 Pedro 2.2); outra, é que muitas delas se sentirão enganadas e, por não serem
convertidas a Cristo de fato, falarão mal do evangelho: “O caminho da verdade será difamado” (2 Pedro 2.2); por último,
não menos importante, esses falsos mestres não escaparão ao juízo de Deus: “a destruição deles não caiu no esquecimento” (2
Pedro 2.3), como sinaliza o texto sagrado. O conhecimento da Palavra de Deus é,
portanto, essencial para que nos livremos desses homens. A Bíblia ainda fala!