"Estas
coisas diz o santo, o verdadeiro”
(Apocalipse
3.7)
A
Bíblia fala sobre a carta à igreja de Filadélfia (Apocalipse
3.7-13), uma das sete igrejas da Ásia Menor. Diferentemente de outras
igrejas mencionadas em Apocalipse, esta não recebe repreensão, mas elogios e
promessas. A carta revela profundas verdades sobre a fidelidade cristã, a
soberania de Cristo e a perseverança dos santos. Neste post,
apresentamos algumas lições que extraímos desse evento bíblico.
1. A
carta à igreja de Filadélfia nos ensina que Jesus é Santo e Verdadeiro, e possui
a chave de Davi, ou seja, possui atributos divinos: "Estas coisas diz o santo, o verdadeiro, aquele que tem a
chave de Davi” (Apocalipse 3.7). Nenhum ser humano, na atualidade, pode dizer
que é santo e verdadeiro. Jesus, entretanto, é absolutamente puro e separado do
pecado; somente ele é digno de confiança e fiel em tudo o que promete, pois
somente ele possui a “chave de Davi, que abre, e
ninguém fechará, e que fecha, e ninguém abrirá” (Apocalipse 3.7), numa
evidente demonstração de que ele detém toda a autoridade sobre o Reino de Deus.
Assim, o crente em Cristo deve compreender que sua vida está sob a autoridade
soberana do Senhor Jesus, e não das circunstâncias ou das pessoas.
2. A
carta à igreja de Filadélfia nos ensina que Jesus abre portas que ninguém pode
fechar: “Eis que tenho posto diante de você uma
porta aberta, a qual ninguém pode fechar” (Apocalipse 3.8). A porta
aberta representa oportunidades concedidas por Cristo aos seus servos, podendo
se referir a oportunidades para a evangelização, crescimento espiritual, serviço cristão, entrada no Reino de Deus, etc. A igreja de
Filadélfia não era poderosa segundo critérios humanos, mas Deus agia em seu
favor, abrindo as portas que ela precisava para fazer a sua obra e permanecer
firme na fé. Sendo assim, a eficácia do trabalho cristão não depende da força
humana, mas da ação divina em seu favor.
3. A
carta à igreja de Filadélfia nos ensina que a fidelidade vale mais do que o
poder humano: “Sei que você tem pouca força, mas
guardou a minha palavra e não negou o meu nome” (Apocalipse 3.8). Deus
valoriza a fidelidade acima do sucesso aparente. A igreja de Filadélfia era
pequena, fraca e provavelmente pobre, mas permaneceu obediente e fiel ao Senhor.
Desse modo, o Senhor não mede seus servos pelos resultados visíveis, mas pela
perseverança e obediência a ele.
4. A
carta à igreja de Filadélfia nos ensina que Jesus honra aqueles que permanecem
fiéis na caminhada cristã: “Eis que farei com que
venham até você, prostrem-se aos seus pés e reconheçam que eu amo você” (Apocalipse
3.9). Os adversários da igreja de Filadélfia seriam levados a reconhecer que
Deus a amava muito. Isso não significaria adoração aos cristãos, mas
reconhecimento da obra de Deus em suas vidas, de quanto o Senhor os amava.
Dessa forma, compreendemos que nem toda injustiça será corrigida imediatamente,
mas Deus vindicará seu povo no tempo certo e o exaltará aos olhos do mundo.
5. A
carta à igreja de Filadélfia nos ensina que a perseverança traz segurança
espiritual: “Você guardou a palavra da minha
perseverança. Por isso, também eu o guardarei da hora da provação que há de vir
sobre o mundo inteiro, para pôr à prova os que habitam sobre a terra” (Apocalipse
3.10). Como a igreja de Filadélfia permaneceu firme em meio às dificuldades, Cristo
prometeu guardá-la "da hora da provação", uma referência à grande
tribulação que virá sobre a humanidade, quando a igreja for arrebatada deste
mundo. Logo, a perseverança cristã não é fruto apenas do esforço humano, mas da
graça sustentadora de Deus, que promete guardar o seu povo de todo o mal.
6. A
carta à igreja de Filadélfia nos ensina que é necessário conservar o que temos
recebido do Senhor, isto é, a comunhão com ele: “Venho
sem demora. Conserve o que você tem, para que ninguém tome a sua coroa” (Apocalipse
3.11). Como sabemos, a salvação é dom de Deus, mas o crente em Cristo deve
permanecer firme na fé. A advertência de Cristo nos mostra que a vida cristã
exige vigilância constante e perseverança. Assim, experiências passadas com
Deus não substituem a necessidade de fidelidade e perseverança no presente.
Portanto,
a carta à igreja de Filadélfia nos ensina que, mesmo quando somos fracos aos
olhos do mundo, Cristo continua governando todas as coisas. Ele abre portas,
sustenta os fiéis e promete uma herança eterna àqueles que permanecem firmes em
sua Palavra. A questão central que fica é: “Estamos guardando a Palavra do
Senhor no nosso dia a dia e nela perseverando”? A resposta a essa questão nos
colocará ou não na posição de vencedor, isto é, que pertencemos a ele: “Ao vencedor, farei com que seja uma coluna no santuário
do meu Deus, e dali jamais sairá. Gravarei sobre ele o nome do meu Deus, o nome
da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, vinda da parte do meu
Deus, e o meu novo nome” (Apocalipse 3.12). A Bíblia ainda fala!